A Vingança de Ana Luíza

“A
 morte é apenas o fim de todas as dores” Era o que o recado na ultima certeira falava. Natália leu a esse recado sem muito interesse. Para ela era apenas mais uma frase insignificante escrita por qualquer perturbado mental, mas ela não sabia que por trás daquelas letras estava uma ameaça, um aviso do que aconteceria em breve.
      As amigas de Natália chegaram e sentaram-se próximas a ela. Elas eram seis no total: Rafaella, Tatiane, Natália, Thalise e Viviane. Elas sempre sentavam juntas no funda da sala, algumas eram desejadas pelos garotos da turma e odiadas pelas garotas.
      Ana Luíza entrou na sala de aula e as garotas começaram a cochichar alguns insultos entre si, as garotas a detestavam e Ana Luíza também as odiava. Ana lançou-lhes um olhar de raiva. Elas não sabiam, mas em alguns instantes aqueles olhos que brilhavam de raiva estariam fumegando de ódio.
      Após o termino das aulas — que foram apenas três naquele dia para aquela turma —, Natália e suas amigas resolveram ficar na escola para conversarem. Ana Luíza fez o mesmo, mas o que ela queria fazer estava longe de conversar.
      As garotas compraram uma garrafa de suco na lanchonete da escola, entraram em uma sala vazia e a trancaram por dentro. Natália serviu o suco as meninas.
      — Quando é que você vai ficar com o Lucas Tatiane? — perguntou Natália a sua amiga.
      — Quando ele mudar de nome e crescer! — falou Tatiane alto demais.
      Ana Luíza entrou pela janela sem que as garotas conseguissem ver. Ela pegou a chave na porta antes que alguém pudesse fazer alguma coisa.
      — Eu tinha certeza que ela era louca, mas ainda não sabia que era tão estúpida! — gritou Thalise.
      — Você sabe que nós te odiamos — falou Viviane. — Você não tem mesmo amor à vida.
      Um sorriso se repuxou no rosto de Ana e ela disse calmamente:
      — Claro que tenho. Justamente por isso tomei algumas precauções.
      Ela observou cada uma das garotas caírem ao chão. Uma a uma, todas caíram e Ana sorriu ironicamente na sala de aula silenciosa.
      A primeira a despertar foi Rafaella. Ela estava tonta e ainda confusa com o que acontecera. A última coisa da qual se lembrava era do rosto de Ana Luíza com uma expressão realmente assustadora.
      — Onde estou? — perguntou ela com a voz fraca.
      Rafaella tentou levantar-se, só então percebeu que estava amarrada a uma cadeira. Seus pés estavam presos e suas mãos amarradas para trás. Ela despertou abruptamente.
      — No inferno — respondeu Ana Luíza do outro lado da sala escura.
      Sua voz demonstrava frieza. Ela estava vestida de preto dos pés a cabeça.Um vestido preto com corpete e uma meia-calça preta rendada por baixo. Ela estava ainda com um sobretudo por cima. Sua maquiagem estava carregada de preto também.
      — Mas o que é isso? — gritou Rafaella retorcendo-se na cadeira tentando escapar. — Me deixa sair!
      Todas as garotas despertaram e assim como Rafaella todas gritavam mandando Ana Luíza soltá-las. Todas estavam muito assustadas. A última a despertar foi Tatiane que estava com uma corda amarrada em sue pescoço. Suas mãos estavam amarradas ao teto daquela sala escura, era isso que a impedia de ser enforcada. Seus pés estavam a vários centímetros do chão.
      — Que bom que todas já estão despertas — falou Ana Luíza. — Agora podemos começar o nosso joguinho.
      Ana ascendeu a luz e todas perceberam que estavam em um porão cheio de facas e lâminas. Todas ficaram assustadas. Havia pelo menos duas facas apontadas para cada uma. Agora elas estavam em uma das cenas de filmes de terror que elas tanto adoravam.
      — O quê? — gritou Natália. — Você é louca. Me tira daqui!
      — Nem pensar — respondeu Ana. — A boa notícia é que vocês podem salvar umas as outras. Mas é claro que não vai ser tão fácil assim. Vocês têm um minuto para responderem 10 questões de conhecimentos gerais. Isso vai garantir que a Tatiane não seja enforcada.
      — O quê? — gritou Tatiane.
      — As perguntas apareceram naquela tela — Ana apontou para a tela do data show. — Vocês têm um minuto a partir de agora.
      Ana acionou o timer na parede. Ela assistiu enquanto as garotas lutavam, sem muito sucesso, para responderem as perguntas. No final elas conseguiram acertar apenas três das dez perguntas. Ana puxou uma alavanca e as correntes que seguravam Tatiane no teto foram soltas. Ela foi enforcada.
      — Uma já foi — falou Ana e sorriu novamente. — Quem será a próxima?
      As garotas gritavam e choravam. Ninguém poderia ouvi-las. Ana Luíza ria histericamente ao ouvir os gritos pavorosos das cinco garotas ainda vivas.
      — Quem será a próxima? — falou Ana, mas para si mesma. — Ah ninguém aqui está com pressa! Podemos nos divertir um pouquinho mais. Muito bem, o que seria de vocês sem esses rostinhos bonitos?
      Ana pegou um chicote e acertou no lado direito do rosto de cada uma delas. As garotas choravam e gritavam de dor.
      — Isso não vai ficar assim! — gritou Rafaella. — Você vai pagar por tudo isso!
      Ela se remexia, em vão, na cadeira tentando se livrar das cordas. Seus gritos eram muito estridentes. Ana Luíza aproximou-se dela e cortou uma corda que estava atrás da cadeira. Uma lâmina passou pelo pescoço dela, matando-a instantaneamente.
      — Ninguém merecia aqueles gritos, não é? — zombou Ana. — Muito bem, quem quer ser a próxima? Ganhará pontos por se sacrificar por suas amigas.
      Todas as garotas se olharam. Ninguém falou nada. Ana Luíza caminhou na direção de Viviane também cortou a corda atrás de sua cadeira. Ela também foi decapitada.
      — Por que isso agora? — indagou Thalise.
      — Simplesmente porque eu enjoei da cara dela — respondeu Ana dando de ombros. — E então, nenhum voluntário? Vou ter que escolher novamente?
      Novamente, não houve resposta. Ana caminhou na direção de Thalise e a decapitou. Agora restava apenas uma. A garota que Ana Luíza mais detestava.
      — Vamos — chamou Natália — acabe logo com isso!
      — E estragar a parte divertida? Nem pensar.
      — O que você quer então?
      — Somente me deliciar da sua dor e agonia — Ana pegou uma faca em cima de uma pequena mesa e começou a acariciá-la. — Sabe, você foi a que mais me humilhou e me colocou pra baixo dentre todas aquelas vadias. Porque eu deveria ser piedosa com você?
      — Ah então é por causa disso? Você é doente.
      — Talvez, mas quem vai sofrer com isso é você, e não eu.
      Ana passou a faca que estava em sua mão no braço direito de Natália. O corte foi profundo e sangrava bastante. Os olhos de Natália estavam cheios de lágrimas, sua dor divertia Ana Luíza.
      — É só isso? — perguntou Natália. — Porque não acabar logo com tudo isso?
      — Porque você não merece uma morte rápida! — gritou Ana e acertou as pernas de Natália com o chicote.
      Ela só parou quando pode ver os vários cortes sangrarem intensamente. Ela repuxou um sorriso no canto do lábio e falou:
      — Agora sim a diversão vai começar!
      Ana pegou sal e esfregou nas feridas de Natália. Ela gritava e gemia de dor e Ana sorria com tudo aquilo.
      — Para! — gritou Natália. — Para com isso! Chega! Acaba logo com isso! Me mata!
      Ana Luíza parou e pegou novamente a faca.
      — Agora sim você pronunciou as palavras certas.
      Ana cortou a corda que mantinha Natália viva, acabando assim com sua vida. Ana Luíza se vingara por todas as palavras que lhe feriu, por todas as constantes piadas. Agora ela podia se sentir mais leve, como se tivesse tirado um peso de dentro de si.
      Ana ficou no porão da escola junto com as garotas mortas por dois dias até uma servente entrar no local e ver toda aquela cena. As cinco garotas mortas saíram do porão dentro de caixões e Ana Luíza dentro de uma camisa de força.

                    Em especial para Ana Luíza que me inspirou nesse sangrento conto.

                                                                                                                                           Rita Cruz

1 Comentário:

Ana Luíza R. Câmara disse...

haha Vingança...ainda bem q só fui pro hospício

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